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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Cidade de gelatina

Fotógrafa americana cria miniatura inusitada da cidade de São Francisco e da Casa Branca.
Miniatura da cidade de São Francisco, Califórnia (EUA)
Arte com gelatina. Esse é o mais recente projeto da fotógrafa americana Liz Hickok . A habilid!de de Liz pode ser notada na construção de centros urbanos ricos em detalhes, com direito a prédios, ruas, árvores e até uma ponte iluminada. Depois de prontas, todas as peças são cuidadosamente organizadas. Cada uma em seu devido lugar. O trabalho recebe também uma iluminação especial, ideal para o registro de imagens fotográficas. Vale lembrar que o profissional que fizer as tais fotos precisa ser rápido, porque esse tipo de trabalho costuma se desfazer com muita facilidade. Na sequência de imagens abaixo, exemplos como a Casa Branca, residência oficial e principal local de trabalho dos presidentes americanos, e a cidade de São Francisco, na Califórnia, Estados Unidos. Confira! 
Golden Gate Bridge, São Francisco (EUA)
 Casa Branca, distrito de Colúmbia (EUA)
 Cidade de Scottsdale, Arizona (EUA)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mudanças nos jornais da cidade ampliaram leitura

O fato do belo-horizontino ler mais jornal e ouvir mais rádio que o restante do país encontra diversas explicações e suposições entre especialistas da área midiática. Para a jornalista Flávia Miranda que escreveu uma dissertação de mestrado sobre as estratégias usadas por jornais populares da cidade para dialogar com o leitor , algumas características desses periódicos estariam relacionadas ao alto índice de leitura na capital verificado na pesquisa do Ibope.
O preço, o formato e a dinâmica de construção das notícias colaboram para explicar por que os jornais populares vendem bastante em Minas. Antes de 2002, quando o Super Notícia foi lançado, o mercado mineiro não contava com um jornal de preço tão baixo quanto o que foi praticado. O formato tabloide também ajudou, visto que poderia ser transportado mais facilmente, afirma Flávia.
E o conteúdo, mais ´enxuto´ em comparação ao standard, ganhou narrativas que se aproximavam dos públicos para os quais são direcionados (classes C, D e E), por abordar temas que compõem o mundo dessas pessoas como problemas no bairro, prestação de serviços, matérias sobre emprego e educação, esportes, celebridades televisivas o que elas não viam em jornais de referência, completa a jornalista, acrescentando ainda a ampliação de pontos de venda e a existência das promoções como outros fatores de aumento no consumo de jornal. Já em relação à escuta de rádio cujo percentual belo-horizontino chega a 82%, contra 77% do nacional , os motivos estariam vinculados tanto à portabilidade do meio quanto ao crescimento do trânsito na cidade.
Embora se trate de uma suposição, já que não possuo dados concretos para embasar a afirmativa, acredito que o fato de passarmos mais tempo no trânsito pode estar ligado a esse índice, já que é um dos lugares onde a gente mais ouve rádio. Eu, por exemplo, passo uma hora no trânsito, e gasto esse tempo ouvindo notícias, comenta Carmem Borges, professora do curso de comunicação Integrada da PUC Minas.
Já para o metalúrgico aposentado Pedro Francisco da Silva, 73, ainda que a TV e o jornal estejam no rol de suas fontes de comunicação, é o rádio que possui maior valor afetivo. O rádio é o veículo mais importante porque, desde os tempos de criança, ele me acompanha, já que morava num lugar sem jornal, nem TV.
Fonte: http://tinyurl.com/37dw9wm

quarta-feira, 14 de abril de 2010

As cidades e seus heróis!!

Toda comunidade carece de referências. Pessoas que se destacaram em algum momento, na sua vida social e/ou profissional e tiveram seus nomes e imagens registrados nos anais da história por obra de reconhecido mérito.
Pessoas cujos nomes passam a ser cultuados em homenagens e eventos, num esforço para se trabalhar a auto-estima de um povo e manter viva na sua memória a representação de seus melhores valores e talentos.
Seus nomes alardeiam e engrandecem as suas cidades de origem, destacando-as em cenário nacional e mundial e conferem-lhe uma identidade única.
Estes nomes ficam maiores, em tempos de mídia farta e ágil, que as cidades onde nasceram.
Só para citar alguns exemplos temos aqui bem perto, a Clara Nunes de Caetanópolis, o Agripa de Vasconcelos de Matosinhos.
Não há como deixar de destacar a colossal figura de Guimarães Rosa, que ficou maior não só que sua cidade natal, a simpática Cordisburgo, mas de toda uma região, que foi retratada e imortalizada pelo seu gênio inquieto.
Cada uma das cidades da macro região quer para si um pedaço desta grandiosidade.
Itabira tem em Carlos Drummond de Andrade seu nome maior, e poderíamos continuar citando muitos outros nomes de pessoas que foram para os registros da história e engrandeceram suas cidades.
Como o objetivo deste texto não é de pesquisa, mas de defesa de uma tese,continuamos com o nosso raciocínio.
Sete Lagoas tem como nome maior em cenário nacional o Zacarias, personagem de Mauro Gonçalves, que se destacou como um dos “trapalhões” da Rede Globo.
Alguns dados interessantes e relevantes sobre a história destes personagens é que, antes da fama, muitos foram rejeitados e mesmo banidos de suas cidades e seus talentos só floresceram sob a guarida de praças culturais mais desenvolvidas e progressistas.
Geralmente, ambientes de perfil tradicionalista e elitista, tendem a desconhecer e menosprezar seus talentos, só se rendendo a eles, tardiamente, sob as evidências do reconhecimento “lá de fora”.
E aquela cidade que rejeitou e baniu seu filho, “agitador cultural” de outras eras, obrigando-o a romper raízes e se superar em outras praças, exibe-o depois em praça pública, como o filho prodígio.
E como se vinga um grande talento? Colocando sua cidade em evidência, no mapa da cultura mundial.
Este fenômeno é recorrente uma vez que quem julga um talento numa cidade, o faz com sua autoridade personalista, sua visão de curta distância e seus preconceitos localistas.
Quantos talentos se rendem neste processo, convencidos pelos papas culturais das aldeias, de que sua arte é medíocre e que não tem futuro.
Quantos artistas calam sua arte em empregos formais, trocando seus sonhos por uma segurança rasteira e frustram as sementes que a natureza lhes legou para “render e dar bons frutos”.
Este é um tema pertinente para reflexão coletiva sobre o potencial que se perde nestes processos de trituração das bases culturais de uma cidade, que pune um agitador cultural quando em vida e lhe confere honrarias póstumas.

João Batista Drummond