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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Presente em forma de canção

Nó penúltimo domingo do mês de setembro (23/09) eu e César ganhamos um presente em forma de canção, de um grande amigo, vejam que linda a letra:

28 de junho


Procurei
Incessante pelos mares
Na alegria dos lagares
Procurei
No campo das flores
No exemplo dos amores
Procurei
Debaixo de sete chaves
Em todos os lugares...
Encontrei

Quando o amor bate à porta
Não, não há quem possa
Impedi-lo de entrar
Quando o amor tudo suporta
Nada mais importa
Quando viver é... Alegria de amar

Procurei
Na multidão dos olhares
Em rios que abrem vales
Procurei
Na estrela mais brilhante
Em versos de gigantes
Procurei
Nas metáforas constantes
Na lua no diamante..
Encontrei

By Anísio Valente



Ficamos muito felizes com o presente e agradecemos a você Anísio pelo carinho, amizade e atenção! Não se esqueça da gente quando essa música virar tema de novela hein?!


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Forma e conteúdo

De que servem as melhores ideias,  propostas e respostas, se não se consegue expressa-lás com clareza, harmonizando a fala e os gestos com o conteúdo do discurso? Se o público não entende, não acredita. A máxima chacriniana “quem não comunica se trumbica” continua em pleno vigor nesta  campanha eleitoral comandada pelo nosso comunicador-chefe como um Chacrinha dos palanques.

Se um grupo de estrangeiros, sem saber nada sobre o Brasil e nem entender  português, fosse contratado para assistir ao debate presidencial na Band, talvez pudesse dar novas contribuições aos marqueteiros.

Claro que eles não poderiam ter qualquer opinião sobre o conteúdo, mas serviriam para dar suas impressões, com a isenção do desconhecimento, sobre a forma que os candidatos expressaram seus estilos e  personalidades. As expressões faciais e corporais,  a postura, os gestos, o tom da voz, as reações a perguntas podem dizer muito sobre a percepção da pessoa física do candidato pelos eleitores.

A visão distanciada dos estrangeiros poderia dar um enfoque diferente nas pesquisas qualitativas que os marqueteiros adoram. Eles poderiam oferecer novos subsídios sobre a aparência dos candidatos aos olhos de absolutos estranhos. Afinal, em uma eleição, parecer é tão ou mais importante do que ser.

No debate, os estrangeiros perceberiam que aquele senhor careca e magrelo de terno escuro, com um ar meio cansado, se expressava de forma meio professoral, parecia um político experiente, acostumado à exposição pública, que mantinha uma gesticulação discreta e uma postura adequada ao ritmo de suas falas, mostrando aparente segurança e alguma monotonia.

Já a senhora rechonchuda e com um grande topete, maquiada com esmero, parecia furiosa e tomada por um espírito guerreiro, de dedo em riste, com olhos rútilos e lábios trêmulos. Na maior parte do tempo se mostrou assertiva e ríspida no tom de voz, numa postura ofensiva de combatente. Falava como um general, e em vários momentos, parecia estar com muita raiva. Os estrangeiros teriam muito medo dela, mesmo sem entender o que dizia. Só pela forma de dizer.

Nelson Motta