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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Aprenda oito maneiras de amarrar os tênis

Quer aposentar a forma tradicional de amarrar sapatos e investir em algo mais criativo? Siga os modelos que reunimos abaixo e experimente! O cadarço dos tênis é uma peça que, muitas vezes, passa despercebida no visual como um todo. Mas, se disposto de forma criativa, pode transformar o look.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Havaianas lança linha de tênis

Depois de meias e bolsas, marca aposta em tênis, sapatilhas e alpargatas para expandir negócio
Quem achou que a marca Havaianas já estava satisfeita em ser a detentora das sandálias de borracha mais famosas do País, se engana. É que a marca vai lançar em breve uma linha completa de outros calçados, batizada de Havaianas Soul Collection.
Com carinha meio retrô, novos calçados da Havaianas mantêm alguns dos traços principais dos chinelos mais famosos do Brasil, como as solas de borracha e a grande variedade de cores

A coleção, que inclui modelos masculinos e femininos de tênis, sapatilhas e alpargatas já foi lançada na Europa, como informa o canal de moda e beleza do portal português Sapo, mas a assessoria de imprensa da marca promete o lançamento dos produtos no Brasil só para abril, começando pela loja conceito localizada na rua Oscar Freire, em São Paulo.
Alguns dos traços principais das populares Havaianas continuam presentes nos calçados - como a grande variedade de cores e o estilo irreverente das solas de borracha. E para garantir de vez a conexão, cada um deles vem ainda acompanhado de uma fofa miniatura dos chinelos feita com as cores da bandeira do Brasil. Nós adoramos!
Fonte: www.globo.com.br

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Tênis x Frescobol

Estou estudando uma matéria na faculdade que se chama Comunicação e Relações Interpessoais. Achei muito interessante o texto que o meu professor Marcos Fabrício utilizou em uma de suas aulas e gostaria de compartilhar com vocês.
Segue abaixo o texto e logo depois coloco uma pequena cituação em que mudei de "esportes".

Tênis x Frescobol

Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.
Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?\’ Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.’
Sherazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ‘Eu te amo, eu te amo…’ Barthes advertia: ‘Passada a primeira confissão, ‘eu te amo\’ não quer dizer mais nada.’ É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: ‘Erótica é a alma.’
O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir… E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos…
A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá…
Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:‘Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: ‘Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo\’. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: ‘Tens razão, minha querida\’. A situação está salva e o ódio vai aumentando.’
Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão… O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor… Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim…

Rubem Alves

Diversas vezes entrei em grandes discussões com meu pai sobre o tão polêmico assunto RELIGIÃO. Sou cristã, e apesar do meu pai também acreditar em Deus assim como eu, ele sempre me julgou pelo preconceito dele para com os evangélicos.
Depois de tanto discutir, resolvi então mudar de atitude e aderir ao método do Frescobol.
Parei de discutir com ele (mesmo porque nem um de nós vai sair ganhando).
Hoje prefiro convencê-lo de que minhas idéias com atitude, respeito e exemplo.
Quero que ele veja em mim uma cristã que ama á Deus sobre todas as coisas e uma filha que também o ama e respeita.