O acesso gratuito de partidos e candidatos ao rádio e à televisão nas campanhas eleitorais ocorreu, pela primeira vez, em 1962, por meio da Lei 4115/1962, que instituiu o horário eleitoral. As emissoras de rádio e de TV foram obrigadas a reservar duas horas diárias para a propaganda gratuita durante 60 dias que antecediam 48 horas do pleito. A aparição dos partidos políticos obedecia a um critério rigoroso de rotatividade.
A propaganda gratuita instituída naquele ano não impediu, contudo, que partidos políticos também pagassem por espaço comercial no rádio e na televisão. Partidos e candidatos podiam, desde o início dos anos 1950, comprar espaço na mídia, segundo critérios estabelecidos pela Lei 1164/1950, que obrigava emissoras privadas de rádio a reservar, durante os 90 dias que antecediam as eleições, duas horas para a propaganda eleitoral. Nesse sentido, as tabelas de preços fixadas eram iguais para todos os candidatos, mantendo os preços em vigor para a publicidade comum nos seis meses anteriores. A nova Lei 4115/1962, entretanto, proibiu a propaganda paga nos 30 dias que precediam as eleições, período em que partidos só teriam direito à propaganda gratuita.
Segundo o cientista político e professor da PUC – RJ Vladimyr Lombardo Jorge, autor da tese de mestrado sobre a propaganda eleitoral gratuita, apresentada ao Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), a partir de 1962, a propaganda gratuita foi incorporada às campanhas eleitorais no país e, até 1997, a cada novo pleito, criava-se lei eleitoral específica visando regular o acesso dos partidos e dos candidatos aos meios de comunicação. “Em setembro de 1997, foi aprovada, pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, uma legislação eleitoral definitiva, a Lei 9.504, que desde então, tem sofrido apenas modificações a cada ano pré-eleitoral”, esclarece Lombardo.
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segunda-feira, 28 de junho de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
Google, Intel e Sony levam internet para TV
As gigantes de tecnologia Sony, Intel e Google estão unidos para desenvolver uma plataforma chamada Google TV. A ideia é levar a internet à nova geração de TVs e conversores, segundo noticiou o jornal "The New York Times" de quarta-feira (17).
O Google já trabalha em um protótipo de conversor que possa ser incorporado diretamente em TVs ou outros dispositivos, como aparelhos Blu-ray. A tecnologia voltada para TVs é baseada no Android e roda no processador Intel Atom.
O jornal diz que o software apresentaria uma nova interface para a TV, permitindo a execução de funções da internet, como buscas em tempo real, aplicativos da web - como jogos ou redes sociais.
O NYT diz que o projeto está em andamento há vários meses, porém nenhuma das companhias comentou o assunto. A Logitech também está no projeto, seu intuito é fabricar um controle remoto com um pequeno teclado para manipulação do novo dispositivo.
"O Google quer estar em todo lugar na internet. É desta forma que eles podem colocar anúncios lá [na televisão]", disse ao jornal uma "pessoa com conhecimento do projeto".
Fonte: Folha de S.Paulo
O Google já trabalha em um protótipo de conversor que possa ser incorporado diretamente em TVs ou outros dispositivos, como aparelhos Blu-ray. A tecnologia voltada para TVs é baseada no Android e roda no processador Intel Atom.
O jornal diz que o software apresentaria uma nova interface para a TV, permitindo a execução de funções da internet, como buscas em tempo real, aplicativos da web - como jogos ou redes sociais.
O NYT diz que o projeto está em andamento há vários meses, porém nenhuma das companhias comentou o assunto. A Logitech também está no projeto, seu intuito é fabricar um controle remoto com um pequeno teclado para manipulação do novo dispositivo.
"O Google quer estar em todo lugar na internet. É desta forma que eles podem colocar anúncios lá [na televisão]", disse ao jornal uma "pessoa com conhecimento do projeto".
Fonte: Folha de S.Paulo
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
TV deixa de ser o item mais importante entre os jovens

Apesar de ser o aparelho com maior penetração no Brasil, a TV perdeu o reinado entre os jovens. Pesquisa realizada pelo Ibope mostra que o meio deixou de ser o mais importante para a população jovem, considerada até 34 anos.
O estudo considera os hábitos de consumo de meios de comunicação. De acordo coma coluna Outro Canal, do jornal Folha de S.Paulo, o estudo apontou que, entre a faixa etária de 10 a 17 anos, o computador com internet é o item mais relevante, com 82% no ranking de prioridade. Em seguida estão a TV (65%) e o celular (60%).
Para a população de 18 a 24 anos, quem lidera o ranking é o celular com 78%, seguido por: computador ligado à rede (72%) e TV (69%). O grupo de 25 a 34 anos tem o celular como item mais importante (81%), depois aparecem: TV (73%) e computador (65%). A TV lidera a pesquisa com 77% de preferência, na média geral.
Segundo Dora Câmara, diretora comercial do Ibope, a pesquisa mostra que existe um processo de convergência, principalmente entre a população mais jovem, que possui mais capacidade para acomodar os meios de comunicação simultaneamente. "Metade dos jovens de 12 a 19 anos costuma acessar a internet enquanto veem TV ou ouvem rádio".
Mesmo assim, 82% dos 800 entrevistados afirmou que prefere utilizar um meio de cada vez.
Fonte: Redação Adnews http://www.adnews.com.br/midia.php?id=95527
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
O Ministro, os jovens e a TV
Certa tarde de domingo, os desafortunados espectadores do Domingão do Faustão assistiram a mais ou menos o seguinte diálogo inusitado entre o apresentador Fausto Silva e a cantora Adriana Calcanhoto:
Fausto: Você gosta de música?
Adriana: Não, eu não gosto de música. Eu odeio música!
O diálogo acima foi inusitado pela resposta irônica da entrevistada, a qual é bem inteligente. Mas não é inusitado pela pergunta estúpida do apresentador. No Faustão, geralmente os entrevistados fazem cara séria, e respondem às perguntas estúpidas como se fossem perguntas inteligentes. Poucos não suportam a estupidez e chutam o pau da barraca, como Adriana Calcanhoto fez.
Programas de TV são povoados por perguntas e pressupostos estúpidos como os que regem a escolha de perguntas de Fausto Silva. (Lembre do "Homer" visualizado pelo jornalista responsável pelo Jornal Nacional.) A doutrina por detrás dessa escolha é que o incompreensível afasta o público, o compreensível o atrai. E a TV quer público em quantidade, pois é remunerada pela quantidade de público. Assim, o pessoal da TV faz perguntas estúpidas na TV e apresenta programas estúpidos porque assim supostamente mantém a audiência dos que não são estúpidos, pois esses podem compreender uma estupidez, e não afasta a audiência dos estúpidos, pois esses compreendem o que é suficientemente estúpido para seu nível de compreensão.
A doutrina acima é perversa, pois estimula a estupidez, e essa não é um bem social, nem deve ou precisa ser estimulada. Podemos chamar tal doutrina da TV de doutrina da estupidez. Se essa doutrina está certa, então os mais estúpidos não são afastados, e os mais espertos aguentam o que é estúpido, pois isso ao menos é compreensível, e todos querem o conforto do conhecido, todos têm medo do desconhecido.
Bem, mas a doutrina está errada, pois nem todos têm medo do desconhecido, e os mais espertos preferem programas mais espertos. Eis porque, com a vulgarização do acesso à internet e a outras mídias onde todos podem produzir conteúdo, e há mais inteligência, houve migração e transformação de espectadores da TV para agentes do universo da web. E assim a TV e outras mídias que se regem pela doutrina da estupidez perderam público.
Entra o ministro das comunicações do Brasil, o sr. Hélio Costa. Ele está muito preocupado com o faturamento das empresas de rádio e TV, nem um pouco preocupado com a nocividade da estupidez para os jovens, como mostra a seguinte notícia:
“Juventude tem que “despendurar” da internet e voltar a ver TV, diz ministro
A abertura do 25º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, promovido pela Abert, nesta terça-feira, 19, contou com um comentário inusitado do ministro das Comunicações, Hélio Costa. O ministro fez uma defesa arraigada do setor de rádio e televisão, e sugeriu que os jovens devem usar menos a internet e assistir mais programas de TV e de rádio.
“Essa juventude tem que parar de só ficar pendurada na internet. Tem que assistir mais rádio e televisão”, afirmou o ministro em seu discurso, após relembrar a distância entre o faturamento da radiodifusão e das telecomunicaçõ es. “O setor de comunicação fatura R$ 110 bilhões por ano. Desse total, somente R$ 1 bilhão é do rádio e R$ 12 bilhões das TVs. O resto vocês sabem muito bem onde está”, provocou o responsável pelas comunicações do país.” (Teletime)
O Hermenauta comenta:
Vejam que o Ministro não está dizendo que os jovens têm que largar a internet e ir namorar, ou estudar, ou praticar esportes. Está dizendo que os jovens têm que despendurar da internet -- que é uma indústria de telecomunicaçõ es -- e se pendurar na televisão -- que é uma outra indústria de telecomunicaçõ es, mas é mais próxima ao Ministro.
E, por que os jovens têm que voltar para a TV? Ora, porque o setor de rádio e TV fatura apenas 13 bilhões/ano de um total de 110 bilhões/ano faturado pelo setor de comunicações, só por isso!
Ainda bem que Hélio Costa não é ministro da saúde, pois ele poderia ser convidado a palestrar em um congresso da indústria farmacêutica, e acabaria reclamando das pessoas que abandonam o cigarro e não desenvolvem câncer e das pessoas que abandonam o açucar e não desenvolvem diabetes.
Artigo de Cesar Schirmer em seu blog Animot.
Fonte: http://animot.blogspot.com/2009/05/o-ministro-os-jovens-e-tv.html
Fausto: Você gosta de música?
Adriana: Não, eu não gosto de música. Eu odeio música!
O diálogo acima foi inusitado pela resposta irônica da entrevistada, a qual é bem inteligente. Mas não é inusitado pela pergunta estúpida do apresentador. No Faustão, geralmente os entrevistados fazem cara séria, e respondem às perguntas estúpidas como se fossem perguntas inteligentes. Poucos não suportam a estupidez e chutam o pau da barraca, como Adriana Calcanhoto fez.
Programas de TV são povoados por perguntas e pressupostos estúpidos como os que regem a escolha de perguntas de Fausto Silva. (Lembre do "Homer" visualizado pelo jornalista responsável pelo Jornal Nacional.) A doutrina por detrás dessa escolha é que o incompreensível afasta o público, o compreensível o atrai. E a TV quer público em quantidade, pois é remunerada pela quantidade de público. Assim, o pessoal da TV faz perguntas estúpidas na TV e apresenta programas estúpidos porque assim supostamente mantém a audiência dos que não são estúpidos, pois esses podem compreender uma estupidez, e não afasta a audiência dos estúpidos, pois esses compreendem o que é suficientemente estúpido para seu nível de compreensão.
A doutrina acima é perversa, pois estimula a estupidez, e essa não é um bem social, nem deve ou precisa ser estimulada. Podemos chamar tal doutrina da TV de doutrina da estupidez. Se essa doutrina está certa, então os mais estúpidos não são afastados, e os mais espertos aguentam o que é estúpido, pois isso ao menos é compreensível, e todos querem o conforto do conhecido, todos têm medo do desconhecido.
Bem, mas a doutrina está errada, pois nem todos têm medo do desconhecido, e os mais espertos preferem programas mais espertos. Eis porque, com a vulgarização do acesso à internet e a outras mídias onde todos podem produzir conteúdo, e há mais inteligência, houve migração e transformação de espectadores da TV para agentes do universo da web. E assim a TV e outras mídias que se regem pela doutrina da estupidez perderam público.
Entra o ministro das comunicações do Brasil, o sr. Hélio Costa. Ele está muito preocupado com o faturamento das empresas de rádio e TV, nem um pouco preocupado com a nocividade da estupidez para os jovens, como mostra a seguinte notícia:
“Juventude tem que “despendurar” da internet e voltar a ver TV, diz ministro
A abertura do 25º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, promovido pela Abert, nesta terça-feira, 19, contou com um comentário inusitado do ministro das Comunicações, Hélio Costa. O ministro fez uma defesa arraigada do setor de rádio e televisão, e sugeriu que os jovens devem usar menos a internet e assistir mais programas de TV e de rádio.
“Essa juventude tem que parar de só ficar pendurada na internet. Tem que assistir mais rádio e televisão”, afirmou o ministro em seu discurso, após relembrar a distância entre o faturamento da radiodifusão e das telecomunicaçõ es. “O setor de comunicação fatura R$ 110 bilhões por ano. Desse total, somente R$ 1 bilhão é do rádio e R$ 12 bilhões das TVs. O resto vocês sabem muito bem onde está”, provocou o responsável pelas comunicações do país.” (Teletime)
O Hermenauta comenta:
Vejam que o Ministro não está dizendo que os jovens têm que largar a internet e ir namorar, ou estudar, ou praticar esportes. Está dizendo que os jovens têm que despendurar da internet -- que é uma indústria de telecomunicaçõ es -- e se pendurar na televisão -- que é uma outra indústria de telecomunicaçõ es, mas é mais próxima ao Ministro.
E, por que os jovens têm que voltar para a TV? Ora, porque o setor de rádio e TV fatura apenas 13 bilhões/ano de um total de 110 bilhões/ano faturado pelo setor de comunicações, só por isso!
Ainda bem que Hélio Costa não é ministro da saúde, pois ele poderia ser convidado a palestrar em um congresso da indústria farmacêutica, e acabaria reclamando das pessoas que abandonam o cigarro e não desenvolvem câncer e das pessoas que abandonam o açucar e não desenvolvem diabetes.
Artigo de Cesar Schirmer em seu blog Animot.
Fonte: http://animot.blogspot.com/2009/05/o-ministro-os-jovens-e-tv.html
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