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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

30 coisas que todos odeiam na internet

1. Sites e blogs que tocam música De repente a Beyoncé começa a berrar no meio do escritório. E ainda escondem a opção de interromper aquela merda. Isso era legal em 1997. Ou melhor, nunca foi legal.
2. Links quebrados Você acha o game mais badalado do momento para download. Ele está divido em 30 arquivos, full, com crack e tudo. Um arquivo, só um, está indisponível. FU.
3. Tempo de download no Rapidhsare Esperar não sei quanto segundos para fazer outro download no Rapidshare ou no Megaupload motivou muito a matar por uma conta pro.
4. Windows Live Hoje ao conectar o MSN Sinto pena de quem não consegue desabilitar essa função.
5. Comentários bizarros em blogs Ontem mesmo um ex-filho do jb comentou sobre um post que se chamava: “Como baixar vídeo do Youtube”. Um pára-quedista comentou “como eu faço para baixar vídeos no Youtube?”. E olha que as vezes surge coisa pior.
6. Falta de assunto no MSN - Oi! - Oi, beleza? - Beleza! E você? - Tranquilo. (…) 10 minutos depois: - Novidades? - Nada, tudo na mesma. E por aí? - Na boa. (…) 3 horas depois: - Vou nessa. Abraço! - Falou! Some não.
7. Pessoas que usam emoticon de MSN para tudo Você precisa codificar a frase em alguns momentos. No meio de uma palavra surgem fotos da Britney Spear fazendo careta, bonequinhas com as mãos para cima e personagem do Fábrica de Quadrinhos. Como se não bastasse, finaliza com uma exclamação brilhosa em 47 cores diferentes.
8. Falar que o site encerrou as atividades no dia 1 de abril Outra moda que, felizmente, morreu no século passado. Mas ainda tem gente que acha divertido.
9. Pessoas pedindo “Please RT” Quando fazem isso, pode ter certeza, é porque o link ou a mensagem é ruim o suficiente para não repercutir.
10. Pop-up Irritando desde 1996.
11. Comunidades de times de futebol Todo mundo vira comentarista e entendedor de futebol. É incrível. Grandes discussões são feitas a partir de tópicos como “Como está subnick no MSN” ou “Chute o público do quarto jogo do campeonato estadual de 2017”. E ainda tem a frescura com os padrões no título dos tópicos…
12. Tudo é viral ou fake Qualquer, eu disse qualquer vídeo pode ser um viral ou uma montagem. O Internauta não tem limites. De Jeremias José ao vídeo da Cicarelli, nada é por acaso, há algo maior por trás. Inclusive esse post.
13. Blogueiro não pode ganhar dinheiro Sinto falta do bloguismo moleque. Mas leitor reclamar de post patrocinado é um exagero. Não gostou, não volta. Simples.
14. “Atualiza essa porra!” Leitor odeia blog parado. Inclusive eu. Criticar, falar que o blog já teve mais atualizações tudo bem. Mas exigir e se irritar com a falta de atualizações, porra, qualé? Desliga o computador e vai ver televisão.
15. Reclamações no Twitter Celular, Internet, programa de televisão, layout, time… O Twitter virou o lugar para as pessoas reclamarem. Todo mundo fala mal de alguma coisa, repare na sua página. Sinto saudade da época em que as pessoas postavam coisas como “to indo ao trabalho”, “vou fritar um ovo” ou “vou dormir. Boa noite”.
E eu, ironicamente, reclamava.
16. As pessoas bravas com a popularização do Twitter É ciúmes. Conheço gente que gosta de uma música e fica muito brava quando ela faz sucesso. Na Internet é a mesma coisa. Que egoísmo.
17. E-mail com vírus Eu respeito um cara que me faz pensar antes de abrir um arquivo. Portanto, caro amigo hacker, seja mais criativo. “Olha as nossas fotos que achei” ou “cara, não sei como falar. Mas flagrei sua namorada com outro cara… veja as fotos” não funciona mais.
18. Os MacChatos Usuário de Mac é pior que evangélico. Jamais arrisque criticar um produto Apple no Twitter ou no seu blog. Você será ridicularizado, xingado e talvez até agredido por um fã do Steve Jobs.
19. Os imortais *.PPT Não existe e-mail que nunca tenha recebido uma apresentação em Power Point. Normalmente são mensagens religiosas e/ou motivacionais que finalizam com frases do Chico Xavier e Mario Quintana. Quando é recheado de “imagens engraçadas” a fonte preferencial é Comic Sans. É de doer o côco esquerdo.
20. Ampliar foto com defeito Você clica com a esperança de ver a foto em melhor qualidade. O que aparece? A mesma foto estourada.
21. Blogueiros moralistas Eles ditam a ética na Internet. Mas normalmente são uns fracassados na vida pessoal. Vem deles as criticas à popularização do Twitter ou a invasão de celebridades nas redes sociais. Odeiam tudo e todos. Jamais admitem perder uma discussão. Quando sabem que estão errados apelam: “Poxa, o pessoal não conhece ironia, eu tava brincando só. Seu burros todos”.
22. Blogs de tirinha Gosto muito. Mas surgem uns 4 por semana. E já começou a encher o saco. E outra: não é porque você publica suas tirinhas no Blogspot que você tem um blog. Ou é?
23. Inclusão burra digital Todo mundo tem um colega de trabalho que já fez isso. Ele chega inspirado, sorriso no rosto e, normalmente, utiliza as palavras “você não vai acreditar” e é “muito engraçado”. Ele reúne toda a firma e mostra o vídeo. O que era? Uma nutricionista gaguejando na televisão em 2005.
24. Sites que não suportam Firefox É imperdoável que um site fique desconfigurado no Firefox. Ninguém merece ter abrir o jurássico IE só para acessá-lo.
25. A guerra por seguidores no Twitter Após o primeiro Twitter patrocinado iniciou-se uma corrida pelo ouro no microblogging. Seja com o auxilio do famigerado script ou dando prêmios, ser o mais seguido do Brasil virou questão de status.
26. @mionzera e @ticostacruz Uma vez alguém disse: “Marcos Mion é um cara engraçado e original. Pena que a originalidade dele não seja engraçada assim”. Ou coisa parecida. No Twitter o Mion surge como um @aplusk piorado.
Já o Tico Santa Cruz, ao contrário de Mion, é uma revelação. Quem achava que ele não podia fazer nada pior do que cantar enganou-se. Veja in loco.
27. Movimentos de sofá “Amanhã saia de casa vestido uma camiseta preta para protestar a morte do fulano”; “Deixe uma flor no MSN em homenagem as vítimas do vôo tal”; “Vamos colocar a tag #aumentasaláriomínimo no Trending Topics”. O dia que isso resolver qualquer coisa eu juro que publico fotos do Ivo comendo kibe.
28. Panelinhas Quem já foi à um Blogcamp ou coisa parecida sabe. As panelinhas existem e não tem que as derrube. São tipo grupinhos que se formam na oitava série. Mas com menos experiência sexual.
29. Tenso O primeiro foi massa. Era uma foto do Caio Novaes e tal. Depois, ficou engraçadinho, variações. Mas deu. Exatamente como as placas motivacionais. A galera suga tanto que uma hora satura.
30. Risadas Tudo começou com o “hahaha”. Simples, comum e correto. O “kkkkkkk” no começo foi difícil de agüentar, mas já aceitamos. Agora, “jsahjkdhsjakdhjksahdjksdkhkahkdhsa” não. Desde quando abater com a piroca no teclado é rir?

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Jabor entra no twitter - “Estou nascendo hoje na internet”


Afinal, quem sou eu? Descobri que há vários jabores dando sopa na web. Uma vez, disse aqui que jamais entraria nos twitters da vida, nos orkuts do pedaço, nos facebooks das quebradas… Claro que dá pra ficar fora dessas “redes sociais”, mas sinto-me isolado como aqueles caras que se recusam a ver televisão, para defender sua “individualidade”. No entanto, que individualidade, que “eu” se manteria “puro” e protegido longe da TV ou fora da web hoje? Que “eu” sobraria? Não há um “eu” sozinho – esse sonho de pureza e originalidade acabou. O “eu” é feito de detritos de lembranças, de sonhos, de traumas, mas também é fabricado pelas coisas. A pílula fez mais pelo feminismo que mil livros de militância. A internet criou um “eu” que muda dia a dia como uma máquina que vai se modernizando, recebendo novas engrenagens. Em vez de aniversários, em breve, vamos comemorar aperfeiçoamentos: “Estou comemorando mais 8 gigabytes em minha alma!”
Aliás, acho bom que a internet acabe com as ilusões individualistas que sempre tivemos – de sermos puros e únicos. A verdade é que somos parte de um processo de mutação permanente, e não por “autoanálise”, mas pelos avanços da tecnociência. Assim como a biotecnologia cria seres híbridos, somos cada vez mais híbridos… Somos de carne, osso, chips e tocados por milhões de “outros eus” em rede. Rimbaud escreveu: “O eu é um outro.” E o grande Mario de Sá Carneiro, poeta português, melhor do que os uivos lamentosos de Fernando Pessoa, também escreveu:
“Eu não sou eu nem o outro/ sou qualquer coisa de intermédio/ pilar da ponte de tédio/ que vai de mim para o outro.” Sujeito e objeto se confundem cada vez mais. Além disso, eu também achava que a cultura humana era uma galáxia infinita de pensamentos e obras. O Google acabou com este sonho infinito. Tudo se arquiva, se ordena. O futuro, como um lugar a que chegaríamos um dia, também morreu. Só há um presente incessante, um futuro minuto a minuto, e não temos ideia de onde chegaremos, porque não há onde chegar…
Bem, amigos, todo este “showzinho” de reflexões individualistas é, na verdade, para comunicar que estou entrando no twitter. Resolvi. “Não quero mais ser eterno, quero ser moderno.” Eu, que até pouco tempo só ia até o micro-ondas (que sempre me puniu com apitinhos da porta aberta), eu, que tremo diante de um celular, mudei muito. Saibam que comprei um iPhone e que vou postar coisas no twitter, que se chamará “realjabor”. O nome será este porque já existe no twitter um cara que usa meu nome… Existe um “jabor” imaginário com, pasmem, 121.000 seguidores… Não o digo por gabar-me, mas há um jabor com milhares de amigos que não conheço. E aí me pergunto: quem sou eu? E esse cara no twitter – com 121 mil seguidores enganados – por que botou meu nome? Não é por inveja, nem tietagem… Ele parece ser um bom sujeito pelas coisas que fala por mim; não há insultos nem frases que possam me incriminar com meus “seguidores”… (se bem que ele “posta” também bobagens apócrifas que rolam na web, que me matam de vergonha). E ele? Quem será? Será que ele ama alguém? Quem lhe mandará flores se ele morrer de amores? Por que time ele torce? Como é seu rosto? Vejam meu drama: eu, que não existo, acho boa-praça um cara que não sei quem é… Por que ele não se assume? Eu estava nesta dúvida, quando se fez a luz e entendi: tanto faz ele ser ele ou ser eu. Esta terceira pessoa, meio eu, meio ele, existe no espaço virtual e assim não importa o nome, pois, como disse acima, sujeito e objeto se confundem. Ser eu ou ele é um detalhe desprezível.
Aliás, suponho que esses milhares de seguidores sejam ao menos meus amigos… E aí me ocorre a pergunta: o que é um amigo hoje? Como posso ser amigo de pessoas que nunca vi? Antes, amigos tomavam chope com a gente, davam conselhos, faziam confidências: “Pô, cara, minha mulher me traiu… que que eu faço?” Era assim. Hoje, os amigos você não vê, não toca; os amigos são algoritmos.
As redes sociais estão mudando o conceito de amizade, de amor… A pior forma de solidão talvez seja o sexo virtual, a masturbação a longa distância… Nada mais triste que o post-coitum na internet: gozos, escape e “log off” com os orgasmos se esvaindo na velocidade da luz e a realidade manchando o papel higiênico e as mãos pecadoras.
Assim aprendemos que temos de celebrar as parcialidades; só o fortuito é gozoso. Temos de parar de sofrer por uma plenitude que não chega nunca.
Aceitar a “incompletude” talvez seja a nova forma de felicidade. E isso é bom. A web nos mostra que enquanto sonharmos com a plenitude, seremos infelizes. Nunca seremos acompanhados nem totalmente amados. As redes nos trazem uma desilusão fecunda. As redes sociais unem os homens em uma grande solidão.
Outra coisa que me intriga: dizer o que nos tweets? O que é importante? Antigamente se dizia: este filme é importante, este texto é importante… Mas, hoje, para quê? As revoluções clássicas já não existem, a ideia de reunir objetos para um museu do futuro já era. Não há mais algo a ser preservado para amanhã. A importância do futuro foi substituída pelas “conexões” no presente.
A própria ideia de “profundidade” ficou estranha… O que é profundo? Hegel ou o frisson de informar a 121 mil pessoas que acordei com dor de cabeça ou que detestei A Origem?… As irrelevâncias em rede ganham uma densidade horizontal, uma superficialidade útil, ao invés de uma grandeza definitiva. Quantidade é qualidade, hoje.
Mas, é óbvio que há uma grande vitória para a democracia nas redes sociais. Há pouco, o massacre de dissidentes no Irã escapou pela internet. As redes denunciam crimes, alavancam negócios, expandem a educação política.
Por isso, resolvi nascer. Estou nascendo hoje na web. Meus primeiro gemidos de recém-nascido começam hoje. Chamo-me agora www.twitter.com/realjabor e vou competir com o outro jabor, o falso, que me criou sem me consultar.
Fonte: Publicado no Estadão e diversos outros jornais

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Porra, S.A.

Não há lugar mais fácil para um desabafo que a internet; marcas precisam descobrir quando e como interferir
Desculpe-me pelo palavrão. Sem querer ofender, preciso chamar a atenção para a forma tantas vezes intempestiva com que o público se refere às pessoas, empresas e marcas na internet. Hoje não há lugar mais fácil, propício e conveniente para um bom desabafo do que o teclado do computador. Disponível 24 horas por dia, inclusive nos fins de semana e feriados.
É claro que sempre há um estopim para a explosão de um consumidor. Quando alguém reclama de um produto, o problema pode estar na concepção, na fabricação, na propaganda, na embalagem, no manual, na loja, no meio de cobrança, no sistema de distribuição, no atendimento pós-venda, na assistência técnica ou em outra etapa que permeie o relacionamento do cliente com a marca, incluindo o enorme desejo que o consumidor tenha pelo produto.
O desabafo é o primeiro minuto de um jogo de comunicação. Mas o tom rude e precipitado de uma reclamação pode ganhar vida eterna, se publicado num site duradouro e num sistema bem indexado pelos sites de busca do tipo Google ou Bing.
E pode ser lido, amplificado e redistribuído por um número imprevisível de pessoas ao longo do tempo, independentemente de o problema original ter sido esclarecido e resolvido a contento.
São quase 70 milhões de brasileiros com acesso à internet, dos quais 90% usam redes sociais. Surgem a cada dia na internet páginas de amor ou de ódio a pessoas, a produtos e a marcas. O McDonald's, por exemplo, tem mais de mil páginas no Orkut. Uma delas, Eu Odeio Muito Tudo Isso, existe desde 2004 e tem 34 mil participantes, além de milhares de tópicos de discussão.
Uma página que parece oficial, Amo Muito Tudo Isso, está na casa dos 31 mil participantes no momento em que escrevo este texto.
Esses números não importam muito, já que nosso assunto não é o McDonald's. E, como dizia Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra. O fato é que não há como impedir esse tipo de movimento. As marcas devem descobrir quando, onde e como interferir. Não é trivial.
A cada dia surgem também páginas com espírito mais brincalhão. São as do tipo Porra, Qualquer Coisa (desculpe de novo). Exemplos?
Porra, Nintendo e Porra, Arquiteto (essa é uma das mais engraçadas:porrarquiteto.tumblr.com).
A expressão, que para os mais velhos pode soar inaceitável, está se popularizando entre jovens e crianças e provavelmente deixará de ser tida como palavrão. Chega a ser empregada em tom amistoso. É um vocativo, um chamamento, um desejo de diálogo.
Penso que, em muitas dessas páginas, embora com mensagens às vezes agressivas, também transparece um sentimento positivo do público com relação ao objeto da crítica. Em outras palavras, se não se importassem, não escreveriam.
Mas, se dizem "porra", desejam um diálogo, querem fazer graça, mas querem que algo melhore.
É preciso reagir sem rancor. O balcão de reclamações está em toda parte. Por isso começa a se disseminar a prática de monitoração de menção a marcas nas redes sociais e na internet em geral. O primeiro passo é se informar. O segundo é decidir o que fazer, se fazer e como fazer. Em geral, opinião merece simplesmente respeito. Dúvida merece esclarecimento. Gozação merece risada. E problema merece solução.
Se quem reclama tem um problema objetivo a ser solucionado, quanto mais rápido se der a solução, menor será o dano à marca.
Se a reclamação é pública, a marca pode se mostrar solícita também publicamente, conduzindo a sequência da comunicação de forma privada. É um bom exemplo de como transformar um limão numa limonada. O marketing negativo pode se tornar imediatamente positivo. A marca atacada poderá ser admirada pela agilidade e presteza.
Tenho visto muitos profissionais entrarem em redes sociais, como o Twitter, e permanecerem surdos-mudos para reclamações e abordagens do público. Por que entraram? Voyeurismo? E para que serve não entrar em redes sociais? Manter-se na ignorância?
Márion Strecker
49 anos, jornalista, é diretora de conteúdo do UOL.

marion@uol.com.br
@marionstrecker

quarta-feira, 31 de março de 2010

Google, Intel e Sony levam internet para TV

As gigantes de tecnologia Sony, Intel e Google estão unidos para desenvolver uma plataforma chamada Google TV. A ideia é levar a internet à nova geração de TVs e conversores, segundo noticiou o jornal "The New York Times" de quarta-feira (17).
O Google já trabalha em um protótipo de conversor que possa ser incorporado diretamente em TVs ou outros dispositivos, como aparelhos Blu-ray. A tecnologia voltada para TVs é baseada no Android e roda no processador Intel Atom.
O jornal diz que o software apresentaria uma nova interface para a TV, permitindo a execução de funções da internet, como buscas em tempo real, aplicativos da web - como jogos ou redes sociais.
O NYT diz que o projeto está em andamento há vários meses, porém nenhuma das companhias comentou o assunto. A Logitech também está no projeto, seu intuito é fabricar um controle remoto com um pequeno teclado para manipulação do novo dispositivo.
"O Google quer estar em todo lugar na internet. É desta forma que eles podem colocar anúncios lá [na televisão]", disse ao jornal uma "pessoa com conhecimento do projeto".
Fonte: Folha de S.Paulo

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

“Estamos voltando ao boca a boca", diz assessora da campanha de Obama na internet.

Dizem que se alguém passa muito tempo com seu bicho de estimação acaba se parecendo com ele. Com Rahaf Harfoush acontece um pouco isso. Ela foi uma das estrategistas da campanha online de Barack Obama durante a disputa presidencial. E agora não só esbanja entusiasmo pelo inquilino da Casa Branca, mas também imita sua mecânica gestual. Ouvi-la dissertar sobre as excelências da rede como mecanismo de mobilização faz lembrar os pomposos discursos do presidente norte-americano repletos de "esperança", "compromisso" e "nova ordem", que quando terminam dão vontade a ir a algum lugar e se oferecer para fazer parte do projeto, ainda que não se saiba muito bem onde e para quê.
Harfoush e seus companheiros souberam explorar essa estratégia à perfeição. Mobilizaram milhares de voluntários e fizeram das redes sociais uma arma, batendo primeiro em Hillary Clinton e depois no candidato republicano John McCain. Obama contou com 3,2 milhões de amigos no Facebook, contra os 600 mil de sua rival, 137 mil seguidores no Twitter e 1.824 vídeos foram colocados no YouTube, contra apenas 330 de McCain. "O importante é a estratégia, não a tecnologia. É fácil criar perfis, conseguir amigos no Facebook ou manter blogs. Mas o objetivo era que as pessoas saíssem às ruas e votassem. Se todo esse esforço na rede não se houvesse traduzido em votos não teria valido nada".
Harfoush entrou na campanha graças à sua insistência. Durante um mês inteiro telefonou todos os dias para Chris Hugues, um dos criadores do Facebook, a quem Obama havia confiado a campanha nos "novos meios de comunicação". Hughes - então com insultantes 25 anos, assim como Harfoush - atendeu por fim ao telefone e ela abandonou quase tudo - namorado, apartamento e trabalho - e foi para Chicago trabalhar pelo "Yes, we can". Esta jovem de origem síria e nacionalidade canadense pegou o lema de Obama, virou-o do avesso e publicou o livro "Yes, we did" (algo como "Sim, nós fizemos") no qual conta a estratégia da campanha que agora tenta revender para o mundo dos negócios. "Nem os governos nem as empresas controlam a mensagem. Na internet, as pessoas têm agora o poder de colocar um vídeo no YouTube ou mandar uma mensagem pelo Twitter para denunciar uma repressão, como aconteceu no Irã, ou criticar um produto".
A internet continua associada ao gratuito. Mas também pode se transformar numa poderosa ferramenta de arrecadação. Harfoush explica essa dicotomia com uma impecável ética anglo-protestante. Durante a campanha, formaram-se 35 mil grupos de voluntários que conseguiram 13 milhões de endereços de e-mail de eleitores em potencial aos quais enviaram um bilhão de mensagens, convidando para 200 mil eventos. Essa mobilização conseguiu arrecadar US$ 750 milhões, mais do que o dobro de McCain, através de pequenas doações entre 20 e 50 dólares.
"Uma mãe nos disse que havia pedido US$ 100 emprestados para doar para a campanha porque queria que seu filho tivesse um futuro melhor. Não podíamos desapontá-la". Para evitar isso, os cérebros da campanha idealizaram um conceito: a hiper-segmentação. Nada de mensagens em massa, mas sim personalizar o máximo possível. Por isso, as mensagens se dividiam por local de residência, idade e nível de renda. "Tratava-se de evitar a todo custo o spam".
"As pessoas se guiam pelas opiniões do ambiente que as cerca, de um familiar, de um amigo, de um vizinho, bem mais do que pelas opiniões de um especialista ou de alguém que aparece na televisão. Na realidade, com a internet e as redes sociais, estamos voltando ao boca a boca." Durante a campanha, Obama visitou a sede do Google e disse: "Quero mudar o mundo, como o Google mudou". Curiosamente, Harfoush silencia quando perguntada sobre o papel do Google e sua tendência de se infiltrar em todos os terrenos. E alguém pode se perguntar se talvez, num futuro pr óximo, o Google não será o candidato ideal à presidência dos Estados Unidos.
Por: Ramón Muñoz, Em Madri (Espanha).
Tradução: Eloise De Vylder
Fonte: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2009/08/17/ult581u3427.jhtm, em 17/08/2009.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O clique que salva

Pode ir juntando amigos no Orkut, Facebook, myspace e afins; segundo os cientistas, as amizades virtuais podem fazer tão bem à saúde quanto as de “corpo presente”.
Angélica Oliveira

A estudante paulista Ana Karina Marques, de 22 anos, não encontra a menor dificuldade para ter gente em volta de si. Simpática, bem-humorada e dona de olhos verdes e sorriso largo, ela é aquele tipo de esponja social. Dez minutos num bar ou numa fila de banco já são suficientes para que muitos papos tenham início. Alguns evoluem e acabam virando amizade. É impossível precisar o número exato, mas a sua relação de amigos e conhecidos já beira o milhar. Tanta sociabilidade na vida real transborda para a virtual. Ana tem mais de 800 amigos no site de relacionamento Orkut.
Faltou dizer uma coisa a respeito da moça no parágrafo anterior: ela é dona de uma saúde que a vem mantendo longe do mais corriqueiro dos resfriados. Os cientistas sabem que os amigos "de verdade" ajudam muito a melhorar o nosso bem-estar (veja o box "Alívio imediato", na página ao lado). Mas pesquisas recentes começam a derrubar essa barreira entre o real e o virtual e a mostrar que tanto faz se a amizade é daquelas de se encontrar todos os dias ou se é com pessoas que você só vê na tela do computador: ambas fazem bem à saúde.
Pesquisadores da Universidade Flinders, em Adelaide, na Austrália, mostraram que os idosos com uma rede social efetiva têm 22% menos chance de morrer num prazo de dez anos. Por "rede social efetiva", os estudiosos entendem aqueles contatos com amigos e conhecidos que acontecem tête-à-tête, por telefone, carta ou e-mail. Eles afirmam que o contato físico é mais eficaz, mas quaisquer das outras três formas de contato teve mais influência na sobrevida dos voluntários do que a convivência com crianças ou família.
A cientista social e professora da Universidade da Califórnia Bella DePaulo concorda com as conclusões do estudo australiano. "O contato real entre as pessoas é ótimo para a amizade, mas compartilhar algo importante com alguém, mesmo que online, também faz bem à saúde, desde que as relações sejam autênticas." Ou seja, para que os benefícios apareçam, é preciso levar para o mundo virtual as características e atitudes que tornam saudáveis as amizades com contato físico. Dar ajuda e sustentação emocional é um exemplo de atividade que pode ser exercida pela internet e que terá efeitos sobre o "amigo". Segundo o psicólogo australiano Paul James, especialista em relacionamentos humanos, i sso funciona desde que essa relação seja recíproca, mesmo que não tenha a mesma intensidade de ambos os lados. "O importante é poder contar com amigos em circunstâncias boas e más."
POR QUE O FACEBOOK FAZ BEM A SUA SAÚDE
Alguns efeitos benéficos das amizades reais transbordam para aquelas cultivadas nos sites de relacionamento
1>>> Ao reduzir a sensação de solidão, traz bem-estar
2>>> Diminui o risco de problemas mentais sérios na velhice
3>>> Pessoas com dificuldade de se socializar, como quem sofre da síndrome de Asperger, experimentam grandes benefícios das amizades virtuais
4>>> Bem-estar decorrente de saber que sempre há alguém disponível para compartilhar uma notícia boa
5>>> Reduz o estresse
6>>> Cultivar grandes círculos de amizade (reais + virtuais) diminuiu em 22% o risco de morte de moradores de um asilo australiano
7>>> Fortalece o sistema imunológico
8>>> Ajuda a atenuar o efeito traumático de experiências como divórcio, doenças sérias, perda de emprego ou a morte de um ente querido
E isso vale tanto para o mundo real quanto para o virtual. A qualidade conta muito mais pontos do que a quantidade na hora de montar uma rede "saudável" de amigos. Para mostrar a pouca eficácia de colecionar amigos sem fim na internet, o sociólogo e pesquisador norte-americano Cameron Marlow virou um "residente" do site de relacionamentos Facebook. Ali, ele é responsável pelo departamento de Ciência de Dados. Marlow e sua equipe realizaram uma pesquisa sobre o tamanho das redes pessoais e os tipos de relacionamento mantidos por usuários num período de 30 dias. De acordo com os estudos, alguém com 150 amigos demonstra, em média, interesse por 19 pessoas das que estão adicionadas ao seu perfi l, comunica-se com 7 e obtém respostas de apenas 5. Assim, dá pra contar em uma mão as amizades que são boas para a saúde.
A possibilidade de construir relacionamentos consistentes em um ambiente virtual facilita as coisas para quem não tem a desinibição e o carisma de Ana Karina, a moça do começo deste texto. O estudante Cezar Augusto de Souza, de 15 anos, morador de João Pessoa, na Paraíba, tem dois perfis no Orkut, com mil amigos cada um. Diz que não conhece todo mundo ali, mas que esse é seu jeito de se aproximar de um número maior de pessoas. "Sou tímido, não faço muitas amizades fora da rede." O curioso é que tanto o tímido e "virtual" quanto a extrovertida e "real" fazem um balanço parecido do número de amizades que valem a pena. "Amigo mesmo, que me conhece e me ajuda, tenho uns 10 ou 15", afirma Cez ar. Ana diz contar com 20. E todos são fundamentais, quer o contato com eles se dê por meio de um clique ou de um toque.
ALÍVIO IMEDIATO
Mais resistência ao frio, menos vulnerabilidade a vírus, maior capacidade de recuperação, menor sensibilidade a dor e manutenção da saúde mental na terceira idade. Apesar de recentes, os estudos sobre os efeitos das amizades presenciais na saúde já concluíram que esses são alguns dos benefícios decorrentes da convivência frequente com gente querida. "Compartilhamos nossas experiências emocionais com os amigos, eles sabem muito sobre nós. Por isso, eles são um forte apoio nos momentos difíceis", diz a cientista social Bella DePaulo. E esse apoio está na raiz de tudo de bom que a amizade tem para oferecer à saúde.
Karen Roberto, diretora do Centro de Gerontologia da Universidade de Virginia Tech, nos EUA, afirma que os benefícios desses relacionamentos, além de numerosos, são duradouros. Em sua pesquisa sobre a influência das redes sociais na saúde de mulheres idosas, Karen constatou que as oportunidades para troca de intimidade, sustentação emocional e compreensão oferecidas pelos amigos refletiam num quadro de saúde positivo, com mais qualidade de vida e bem-estar das mulheres estudadas. "O contato com os amigos é saudável porque ajuda a combater a solidão e o isolamento social, comuns entre pessoas com problemas de saúde crônicos."
Em outro estudo, divulgado pelo jornal da Faculdade Americana de Cirurgiões, pacientes em pré e pós-operatório de cirurgias de alto risco e que possuíam maior rede social apresentaram menor intensidade na dor percebida e menos ansiedade. O uso de analgésicos e o tempo de internação também foram menores para aqueles que desfrutavam de fortes laços de amizade.
Fonte: Revista Galileu, Ed. 216, julho 2009.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Mais de 40 empresas de internet aderem à campanha "Matem o IE6"

Capitaneadas pelo site Weebly, usado para desenvolver outros sites, campanha
pode alcançar até 30 milhões de internautas por mês. A campanha para "assassinar" o navegador Internet Explorer 6 ganhou força neste mês, com a entrada do Weebly , site que ajuda o internauta comum a montar outros sites e conquistou o apoio de outras 40 empresas startups web. O objetivo é fazer com que o browser da Microsoft, que já tem oito anos de idade, seja praticamente "extinto" da rede mundial de computadores.
A audiência do Weebly e dos outros 40 sites somados é de mais de 30 milhões de internautas, de acordo com as próprias empresas. Um dos motivos para a campanha contra o IE6 ter ganho o apoio dessas empresas é que o antiquado navegador da Microsoft aumenta os custos de desenvolvimento de sites 2.0, que usam tecnologias dinâmicas, como as linguagens de programação Ajax.
"Os desenvolvedores não podem esperar para que o IE6 vá embora", disse David Rusenko, chief executive officer do Weebly. Rusenko usou os contatos com a companhia de capital de risco que investiu em sua empresa para entrar em contato com as outras startups web e reforçar a campanha. "O IE6 aumenta o trabalho de desenvolvimento em 50%", disse.
Agora, o Weebly enviou um código que exibe um alerta caso o internauta tente usar um site com o IE6. A mensagem diz: "Você está usando um navegador desatualizado. Para uma melhor experiência com esse site, por favor, atualize para um browser mais moderno." Os navegadores sugeridos são o Chrome, o Firefox 3.5 e o Internet Explorer 8.
No mês passado, a campanha também recebeu o apoio do portal de vídeos YouTube, que exibe mensagem semelhante, e do Digg, que vai deixar de funcionar com o navegador da Microsoft. Além disso, uma petição no Twitter já coletou quase 10 mil assinaturas pedindo que os internautas deixem de usar o navegador, enquanto o Facebook exibe mensagens pedindo para os usuários atualizarem o navegador desde fevereiro deste ano.
A Microsoft já reconheceu que o IE6 não é o melhor navegador disponível atualmente e pede que os usuários migrem para a atual versão, a 8. Por outro lado, a empresa reconhece que alguns usuários podem ter dificuldade para fazer a atualização do browser. Oficialmente, o IE6 será atualizado e receberá suporte da companhia até abril de 2014, quando o Windows XP e o navegador serão descontinuados.
Fonte: http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/08/05/mais-de-40-empresas-de-interne
t-aderem-a-campanha-201cmatem-o-ie6201d