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sábado, 14 de abril de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Como funciona o mundo corporativo
Todos os
dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no
trabalho. A formiga era produtiva e feliz. O diretor
marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão. Se ela era
produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada. E
colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita
experiência, como supervisora.
A
primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída
da formiga. Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a
preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os
arquivos e controlar as ligações telefônicas.
O
marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos
com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.
A barata,
então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora
colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda
aquela movimentação de papéis e reuniões!
O
marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área
onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava.
O cargo
foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e
comprar uma cadeira especial.
A nova
gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente a
pulga (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar
um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde
trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais
chateada.
A
cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo
de clima. Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a
unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou
a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um
diagnóstico da situação. A coruja permaneceu três meses nos escritórios e
emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía : Há muita gente
nesta empresa!!
E
adivinha quem o marimbondo mandou demitir?
A
formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida.
Já viu
esse filme antes?
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Como transformar uma compra racional em emocional

O caminhão da foto ao lado tem o valor de um apartamento e é uma ferramenta de trabalho. Custa entre R$ 280 e R$ 390 mil. Adquirir um, para empresas e profissionais autônomos, é uma compra racional, mas está despertando a cobiça de muitos caminhoneiros pelas estradas do Brasil. O Iveco Stralis NR é a materialização de um projeto que ouviu o consumidor para suprir suas necessidades básicas e entrar em outra categoria: o desejo.
O design diferenciado e o conforto interno, como ar condicionado e vidros elétricos, já eram atributos deste extra pesado. Faltava melhorar o desempenho e a economia de combustível, o que, no final das contas, pesava para o lado racional. Para resolver este problema, a Iveco investiu R$ 30 milhões na nova série do Stralis. Este valor, no entanto, não é o principal. O trabalho começou de fora para dentro. A montadora que faz parte do grupo Fiat fez uma pesquisa com 50 clientes, envolveu 80 fornecedores no projeto, ouviu e implementou todas as recomendações vindas de seu pós-venda.
O resultado é uma equação de lucro para seus clientes a partir da soma de um menor custo de manutenção, economia de combustível e maior valor de revenda. Isto graças a uma maior potência de frenagem nas descidas e redução do tempo de viagens, ao novo sistema de troca de marchas e embreagem mais macia que a de um automóvel e ao uso de novas tecnologias de produto e de materiais que ampliaram os intervalos entre as revisões programadas.
De fora para dentro
O pós-venda foi transformado de ponta a início do processo, com uma plataforma que envolveu todas as áreas do projeto. “Somos parte da decisão do processo de concepção do novo produto”, ressalta Mauricio Gouvêa em entrevista ao Mundo do Marketing. “Nossa atividade não seria completa se o pós-venda não participasse. Por isso atuamos juntos propondo melhorias”, adiciona.
A melhora no desempenho e na economia de combustível foram os dois principais pilares do projeto que envolveu 110 engenheiros, levou 18 meses para ficar pronto e foi testado durante 2 milhões de quilômetros. O trabalho envolveu a adaptação do modelo às características brasileiras, cujo clima e a topografia são diferentes das européias, de onde são exportados a maioria das tecnologias utilizadas nos caminhões no Brasil. “É uma linha inspirada no cliente”, diz Luciano Kafuri, Gerente da plataforma de pesados da Iveco durante o lançamento do Stralis NR em Florianópolis.
A criação de uma embreagem tão macia quanto um carro de passeio por um jovem engenheiro de Sete Lagoas, em Minas Gerais, onde fica a fábrica da Iveco, é um dos grandes trunfos desta nova linha premium. Tanto que será até patenteada em nível mundial. Outra criação pensada a partir das necessidades dos clientes foi o Frota Fácil, um sistema de gerenciamento de frota integrado aos sistemas do caminhão sem a necessidade de mudanças que registra o consumo de combustível que pode ser acessado de dentro da cabine ligando um notebook a uma entrada USB. “Ele tem acesso mais fácil e completo, conta com linguagem amigável, tabelas e gráficos”, afirma Cristiane Nunes, Gerente de Marketing de produto da Iveco.
Marketing para promover o produto
O design diferenciado do Stralis não é apenas questão de estética. Assim como a sua prima Ferrari, também do grupo Fiat, a parte externa do caminhão é pensada de acordo com a aerodinâmica. Menor atrito com o vento significa menor consumo de combustível. O que não diminui é a vontade da Iveco em crescer no segmento de extra pesados, que representa 17% dos caminhões vendidos no Brasil. A marca tem 10% de participação no mercado total e 30% de suas vendas são dos modelos extra pesados.
Crescer é o único caminho para a empresa, que já vendeu 12 mil unidades da versão anterior ao Stralis NR. A rota começou a ser traçada em 2007, com um novo posicionamento da marca e um investimento de R$ 80 milhões no Centro de Desenvolvimento de Sete Lagoas. Desde então, a rede de concessionárias dobrou e o cliente passou a olhar a Iveco com outros olhos. “Somos maiores e melhores que há três anos com um investimento principalmente em pessoas”, aponta Marco Mazzu, presidente da Iveco América Latina. “A decisão de colocar o cliente em primeiro lugar começou quando vimos uma profissionalização do mercado”, completa.
A estratégia de Marketing da Iveco é pensada em 360°, aponta Marco Piquini, Diretor de Comunicação da Iveco. “Começa sempre pelo público interno, pelo comercial e envolve todos os nossos públicos, como clientes, fornecedores, concessionários, até a mídia”, explica o executivo em entrevista ao Mundo do Marketing. “Fazemos eventos e comunicação até na internet para atingir todo mundo, para convencê-lo, já que a compra de caminhão é algo muito racional ainda”.
O lançamento do Stralis NR aconteceu durante um destes eventos. O Costão do Santinho, em Florianópolis, recebeu clientes, fornecedores, concessionários e jornalistas de todo o país. A Iveco fez questão de mostrar a grandiosidade deste produto com uma grande festa, incluindo test drive e a presença do piloto de Fórmula 1 Felipe Massa. O brasileiro assinou um caminhão com a marca de todos que participaram do projeto que pretende levar a Iveco ao pódio de um mercado com concorrência forte da Scania, Mercedes-Benz, Volvo, Volkswagen e Ford.
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Como elaborar um projeto
Dicas e orientações para transformar boas idéias em boas práticas. E um roteiro detalhado, em oito passos, para seu projeto
1 Por que elaborar projetos?
O termo projeto carrega o sentido de organizar idéias, pesquisar, analisar a realidade e desenhar uma proposta articulada com intencionalidade.
Os projetos sociais seguem essa lógica. São construções feitas por um grupo de pessoas que deseja transformar boas idéias em boas práticas. Tais projetos podem se transformar em ações exemplares que modificarão a realidade local.
Se, além de se constituírem em ações exemplares, os projetos se integrarem a ações de governo, municipais, estaduais ou da instância federal, poderão se replicar em escala maior, gerando, assim, políticas públicas cujos impactos para a coletividade serão maiores do que os projetos apenas locais.
Nos programas de governo, muitas vezes expostos em períodos de eleição, ouvimos candidatos e governantes dizerem que têm projetos para solucionar o problema do desemprego, da saúde, da educação etc. Em parte, isso é possível. Havendo um bom projeto, com recursos suficientes, bem monitorado e avaliado, vai se chegar aos objetivos preestabelecidos. Mas é preciso que o projeto seja bem elaborado, desde seus passos iniciais.
Nessas situações em que desejamos transformar insatisfação em solução, idéias em ações, boas intenções em propostas efetivas, sem desperdício de tempo e recursos, faz-se necessário elaborar um projeto que descreva o caminho a seguir. Caminho esse que deve ser trilhadocom lógica e paixão.
2 Cuidados e recomendações
Durante o processo de elaboração de projetos, correm-se dois grandes riscos: o da onipotência e o da impotência.
Um grupo pode sentir-se onipotente quando se considera com possibilidade de transformar, sozinho, os problemas sociais existentes em um bairro ou cidade. É o perigo do voluntarismo.
Seu oposto é a impotência. Sabendo ser difícil ou mesmo impossível resolver, isoladamente, os problemas encontrados, o grupo julga não poder fazer nada e desiste de buscar soluções criativas.
Esses dois grandes riscos freqüentemente têm como raiz pelo menos três fatores. O primeiro deles é o diagnóstico superficial sobre o espaço e o contexto nos quais o grupo atua. O segundo reside na análise inconsistente da viabilidade social, política, técnica, financeira, ambiental ou cultural do projeto. O último, a má distribuição de papéis e responsabilidades, de modo a centralizar o poder em uma única pessoa ou a diluí-lo, dificultando a constituição de líderes.
Na prática, existem alguns problemas a ser superados quando se quer estabelecer resultados concretos e custos efetivos em projetos sociais que lidam com processos de melhoria das condições de vida e com a promoção dos direitos humanos. Para superá-los é necessário construir um caminho baseado em resultados ou metas, organizado no tempo planejado, executado e monitorado. Sobretudo, não se deve parar nas boas intenções, mas transformá-las em obras.
3 Sugestões para elaboração de projetos
Criar um projeto supõe dois importantes momentos:
1º Elaboração: O grupo deve realizar um bom diagnóstico sobre o contexto e a situação problemática que pretende enfrentar e analisar o seu potencial para, em seguida, construir o seu caminho. É preciso que todas as pessoas envolvidas participem diretamente na fase de elaboração, buscando criar uma visão ampla do problema a ser enfrentado e soluções criativas para a sua viabilidade.
2º Redação: Este é um momento de exercício de síntese do processo anterior. Nele, é melhor contar com poucas pessoas do grupo. Tudo o que foi produzido anteriormente será agrupado em um roteiro que demonstre, de modo objetivo, o que será realizado.
Oito passos para elaborar um projeto
1º passo: Definir qual grupo elabora o projeto. Determinado o grupo, se verificará com quantas pessoas será possível contar efetivamente para realizá-lo, ou seja, qual o poder real ou o “tamanho das pernas que o grupo tem”.
2º passo: Montar duas listas paralelas. Uma deve listar os problemas que o grupo pretende superar e outra apontar soluções. É imprescindível que os problemas sejam concretos e observáveis. Eles devem ser formulados com clareza. Por exemplo, na lista dos problemas deve constar: “Poucas alternativas de cultura e lazer para jovens da Vila Nova Cachoeirinha”. Na lista das soluções: “Alternativas de cultura e lazer acessíveis para jovens da Vila Nova Cachoeirinha”.
3º passo: Escolher o problema principal. Dentre todos os listados, o grupo deve saber por onde começar, escolhendo o problema principal a partir de vários critérios. Um deles é o impacto negativo que o problema causa para a comunidade ou escola. Outro critério é a capacidade do grupo para resolver o problema. Neste caso, pode ser que o grupo resolva iniciar o projeto justamente por aquele cuja solução seja mais fácil e rápida.
4º passo: Montar uma árvore com o problema escolhido, suas causas e conseqüências. As causas do problema estão no que o origina e o mantém, ou seja, estão em sua raiz. As conseqüências são os danos provocados. Perceber a diferença entre causas e efeitos ajuda o grupo a não gastar recursos financeiros e a não desperdiçar tempo apenas com as conseqüências.
5º passo: Definir objetivos gerais e específicos. Os resultados previstos devem conter indicadores, fatores de risco e um plano de ação,como mostram as descrições seguir:
1. Os objetivos específicos
São eles que representam a finalidade do projeto em questão. São degraus para chegar ao topo da escada, ao objetivo geral. Eles indicam o caminho a ser percorrido.
2. Resultados ou metas
São tangíveis e correspondem aos produtos finais de um conjunto de atividades em um certo período. Quantificam as atividades que serão desenvolvidas, bem como sua intensidade. Qualificam o jeito que pelo qual o projeto será realizado, os valores que o grupo quer imprimir. Exemplo: dez atividades (quantificar as atividades) de manejo sustentável (qualificar o tipo de manejo).
3. Indicadores para o monitoramento dos resultados
São os sinais de que o grupo está perseguindo os resultados a que se propôs.
4. Fatores de risco
São obstáculos com os quais o grupo deverá conviver, sejam eles políticos (um grupo poderoso pode estar contra o projeto), culturais (mentalidade de desperdício de recursos, preconceitos etc.) que fogem ao controle do grupo, mas podem dificultar a realização do projeto. Desenhar ações para minimizar esses fatores de risco.
5. Plano de ação
Descreve o que precisa ser feito para se chegar aos resultados pretendidos. Envolve o conjunto de ações, com os respectivos prazos, as pessoas responsáveis e os recursos necessários.
6º passo: Análise de viabilidade do projeto. Antes de colocar um projeto em prática, é preciso verificar se o grupo pode fazer o que propõe. Para isso é importante levar em consideração seis aspectos: a viabilidade econômica, social, política, técnica, ambiental, de gênero e étnico-cultural.
Viabilidade econômica
Considere o custo total do projeto. Verifique se a soma dos recursos de que dispõe mais o que poderá captar cobre os custos do projeto.
Viabilidade social
Analise os atores sociais envolvidos, indivíduos ou organizações que terão seus interesses afetados positiva ou negativamente pelo projeto.
Viabilidade política
Certifique-se de quais são as pessoas, os grupos e as instituições que apóiam o projeto. Se houver obstáculos políticos ou legais, preveja ações para superá-los.
Viabilidade técnica
Explicite as técnicas que serão utilizadas e considere se o grupo dispõe dessas tecnologias.
Viabilidade ambiental
Analise se o projeto agride o meio ambiente.
Viabilidade de gênero, étnica e cultural
Analise se há algum padrão cultural que pode dificultar a realização do projeto, seja ele na relação homem com mulher, relações étnico-raciais ou culturais.
7º passo: Cronograma de trabalho. Planeje uma data de início e término do projeto. Defina os meses em que acontecerão as atividades preparatórias, de execução, atividades de monitoramento e de avaliação.
8º passo: Orçamento detalhado das despesas. Calcule o custo da equipe de trabalho, a infra-estrutura e o material necessário. É sempre bom reservar recursos para gastos com despesas imprevistas.
Como fazer a redação do projeto
O projeto poderá ser sintetizado em cinco grandes itens:
1) Abertura
Nesta página devem constar o título do projeto (que expressa sua idéia central), o nome e a sigla da instituição proponente, a data e o endereço. E um resumo sobre: objetivo geral, objetivos específicos, resultados previstos, atividades, indicadores, beneficiários e custos.
2) Justificativa
Ressaltará a importância do projeto. Informará os problemas que o projeto resolverá no contexto em que está situado. Relacionará o problema aos âmbitos nacional, estadual e local. Demonstrará como as políticas públicas tratam esse problema. Caracterizará os beneficiários diretos e indiretos e grupos que têm interesses em relação ao projeto.
3) Metodologia e lógica da intervenção
Detalhará o objetivo geral, objetivo específico, resultados esperado, indicadores e o plano de ação. Também inclui a descrição das iniciativas que serão tomadas para monitorar e minimizar os fatores que podem pôr o projeto em risco.
4) Orçamento
5) Anexos
Podem ser considerados textos anexos o diagnóstico, as informações relevantes sobre o contexto em que se realizará o projeto e as informações adicionais sobre os proponentes do projeto.
Extraído do livro ARMANI, Domingos. Como Elaborar Projetos? Guia para Elaboração e Gestão de Projetos Sociais. Porto Alegre: Tomo Editorial, 2001 (Coleção Amencar)
Internet
“Elaboração participativa de projetos: um guia para jovens”
www.acaoeducativa.org.br
“Onze passos do planejamento estratégico participativo”
www.cdhep.org.br
1 Por que elaborar projetos?
O termo projeto carrega o sentido de organizar idéias, pesquisar, analisar a realidade e desenhar uma proposta articulada com intencionalidade.
Os projetos sociais seguem essa lógica. São construções feitas por um grupo de pessoas que deseja transformar boas idéias em boas práticas. Tais projetos podem se transformar em ações exemplares que modificarão a realidade local.
Se, além de se constituírem em ações exemplares, os projetos se integrarem a ações de governo, municipais, estaduais ou da instância federal, poderão se replicar em escala maior, gerando, assim, políticas públicas cujos impactos para a coletividade serão maiores do que os projetos apenas locais.
Nos programas de governo, muitas vezes expostos em períodos de eleição, ouvimos candidatos e governantes dizerem que têm projetos para solucionar o problema do desemprego, da saúde, da educação etc. Em parte, isso é possível. Havendo um bom projeto, com recursos suficientes, bem monitorado e avaliado, vai se chegar aos objetivos preestabelecidos. Mas é preciso que o projeto seja bem elaborado, desde seus passos iniciais.
Nessas situações em que desejamos transformar insatisfação em solução, idéias em ações, boas intenções em propostas efetivas, sem desperdício de tempo e recursos, faz-se necessário elaborar um projeto que descreva o caminho a seguir. Caminho esse que deve ser trilhadocom lógica e paixão.
2 Cuidados e recomendações
Durante o processo de elaboração de projetos, correm-se dois grandes riscos: o da onipotência e o da impotência.
Um grupo pode sentir-se onipotente quando se considera com possibilidade de transformar, sozinho, os problemas sociais existentes em um bairro ou cidade. É o perigo do voluntarismo.
Seu oposto é a impotência. Sabendo ser difícil ou mesmo impossível resolver, isoladamente, os problemas encontrados, o grupo julga não poder fazer nada e desiste de buscar soluções criativas.
Esses dois grandes riscos freqüentemente têm como raiz pelo menos três fatores. O primeiro deles é o diagnóstico superficial sobre o espaço e o contexto nos quais o grupo atua. O segundo reside na análise inconsistente da viabilidade social, política, técnica, financeira, ambiental ou cultural do projeto. O último, a má distribuição de papéis e responsabilidades, de modo a centralizar o poder em uma única pessoa ou a diluí-lo, dificultando a constituição de líderes.
Na prática, existem alguns problemas a ser superados quando se quer estabelecer resultados concretos e custos efetivos em projetos sociais que lidam com processos de melhoria das condições de vida e com a promoção dos direitos humanos. Para superá-los é necessário construir um caminho baseado em resultados ou metas, organizado no tempo planejado, executado e monitorado. Sobretudo, não se deve parar nas boas intenções, mas transformá-las em obras.
3 Sugestões para elaboração de projetos
Criar um projeto supõe dois importantes momentos:
1º Elaboração: O grupo deve realizar um bom diagnóstico sobre o contexto e a situação problemática que pretende enfrentar e analisar o seu potencial para, em seguida, construir o seu caminho. É preciso que todas as pessoas envolvidas participem diretamente na fase de elaboração, buscando criar uma visão ampla do problema a ser enfrentado e soluções criativas para a sua viabilidade.
2º Redação: Este é um momento de exercício de síntese do processo anterior. Nele, é melhor contar com poucas pessoas do grupo. Tudo o que foi produzido anteriormente será agrupado em um roteiro que demonstre, de modo objetivo, o que será realizado.
Oito passos para elaborar um projeto
1º passo: Definir qual grupo elabora o projeto. Determinado o grupo, se verificará com quantas pessoas será possível contar efetivamente para realizá-lo, ou seja, qual o poder real ou o “tamanho das pernas que o grupo tem”.
2º passo: Montar duas listas paralelas. Uma deve listar os problemas que o grupo pretende superar e outra apontar soluções. É imprescindível que os problemas sejam concretos e observáveis. Eles devem ser formulados com clareza. Por exemplo, na lista dos problemas deve constar: “Poucas alternativas de cultura e lazer para jovens da Vila Nova Cachoeirinha”. Na lista das soluções: “Alternativas de cultura e lazer acessíveis para jovens da Vila Nova Cachoeirinha”.
3º passo: Escolher o problema principal. Dentre todos os listados, o grupo deve saber por onde começar, escolhendo o problema principal a partir de vários critérios. Um deles é o impacto negativo que o problema causa para a comunidade ou escola. Outro critério é a capacidade do grupo para resolver o problema. Neste caso, pode ser que o grupo resolva iniciar o projeto justamente por aquele cuja solução seja mais fácil e rápida.
4º passo: Montar uma árvore com o problema escolhido, suas causas e conseqüências. As causas do problema estão no que o origina e o mantém, ou seja, estão em sua raiz. As conseqüências são os danos provocados. Perceber a diferença entre causas e efeitos ajuda o grupo a não gastar recursos financeiros e a não desperdiçar tempo apenas com as conseqüências.
5º passo: Definir objetivos gerais e específicos. Os resultados previstos devem conter indicadores, fatores de risco e um plano de ação,como mostram as descrições seguir:
1. Os objetivos específicos
São eles que representam a finalidade do projeto em questão. São degraus para chegar ao topo da escada, ao objetivo geral. Eles indicam o caminho a ser percorrido.
2. Resultados ou metas
São tangíveis e correspondem aos produtos finais de um conjunto de atividades em um certo período. Quantificam as atividades que serão desenvolvidas, bem como sua intensidade. Qualificam o jeito que pelo qual o projeto será realizado, os valores que o grupo quer imprimir. Exemplo: dez atividades (quantificar as atividades) de manejo sustentável (qualificar o tipo de manejo).
3. Indicadores para o monitoramento dos resultados
São os sinais de que o grupo está perseguindo os resultados a que se propôs.
4. Fatores de risco
São obstáculos com os quais o grupo deverá conviver, sejam eles políticos (um grupo poderoso pode estar contra o projeto), culturais (mentalidade de desperdício de recursos, preconceitos etc.) que fogem ao controle do grupo, mas podem dificultar a realização do projeto. Desenhar ações para minimizar esses fatores de risco.
5. Plano de ação
Descreve o que precisa ser feito para se chegar aos resultados pretendidos. Envolve o conjunto de ações, com os respectivos prazos, as pessoas responsáveis e os recursos necessários.
6º passo: Análise de viabilidade do projeto. Antes de colocar um projeto em prática, é preciso verificar se o grupo pode fazer o que propõe. Para isso é importante levar em consideração seis aspectos: a viabilidade econômica, social, política, técnica, ambiental, de gênero e étnico-cultural.
Viabilidade econômica
Considere o custo total do projeto. Verifique se a soma dos recursos de que dispõe mais o que poderá captar cobre os custos do projeto.
Viabilidade social
Analise os atores sociais envolvidos, indivíduos ou organizações que terão seus interesses afetados positiva ou negativamente pelo projeto.
Viabilidade política
Certifique-se de quais são as pessoas, os grupos e as instituições que apóiam o projeto. Se houver obstáculos políticos ou legais, preveja ações para superá-los.
Viabilidade técnica
Explicite as técnicas que serão utilizadas e considere se o grupo dispõe dessas tecnologias.
Viabilidade ambiental
Analise se o projeto agride o meio ambiente.
Viabilidade de gênero, étnica e cultural
Analise se há algum padrão cultural que pode dificultar a realização do projeto, seja ele na relação homem com mulher, relações étnico-raciais ou culturais.
7º passo: Cronograma de trabalho. Planeje uma data de início e término do projeto. Defina os meses em que acontecerão as atividades preparatórias, de execução, atividades de monitoramento e de avaliação.
8º passo: Orçamento detalhado das despesas. Calcule o custo da equipe de trabalho, a infra-estrutura e o material necessário. É sempre bom reservar recursos para gastos com despesas imprevistas.
Como fazer a redação do projeto
O projeto poderá ser sintetizado em cinco grandes itens:
1) Abertura
Nesta página devem constar o título do projeto (que expressa sua idéia central), o nome e a sigla da instituição proponente, a data e o endereço. E um resumo sobre: objetivo geral, objetivos específicos, resultados previstos, atividades, indicadores, beneficiários e custos.
2) Justificativa
Ressaltará a importância do projeto. Informará os problemas que o projeto resolverá no contexto em que está situado. Relacionará o problema aos âmbitos nacional, estadual e local. Demonstrará como as políticas públicas tratam esse problema. Caracterizará os beneficiários diretos e indiretos e grupos que têm interesses em relação ao projeto.
3) Metodologia e lógica da intervenção
Detalhará o objetivo geral, objetivo específico, resultados esperado, indicadores e o plano de ação. Também inclui a descrição das iniciativas que serão tomadas para monitorar e minimizar os fatores que podem pôr o projeto em risco.
4) Orçamento
5) Anexos
Podem ser considerados textos anexos o diagnóstico, as informações relevantes sobre o contexto em que se realizará o projeto e as informações adicionais sobre os proponentes do projeto.
Extraído do livro ARMANI, Domingos. Como Elaborar Projetos? Guia para Elaboração e Gestão de Projetos Sociais. Porto Alegre: Tomo Editorial, 2001 (Coleção Amencar)
Internet
“Elaboração participativa de projetos: um guia para jovens”
www.acaoeducativa.org.br
“Onze passos do planejamento estratégico participativo”
www.cdhep.org.br
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Como gelar cerveja rapidamente
Está dica é boa para churrasco
Anotem para alguma emergência!
O carvão já está na churrasqueira e a galera chega com latas e mais latas de cerveja.
Vergonhosamente quente.
Como gelá-la?
Nós fomos buscar a ajuda do professor Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da USP, para responder essa questão crucial.
Gelo no isopor. Para cada saco de gelo, coloque dois litros de água, meio quilo de sal e meia garrafa de álcool.
A água aumenta a superfície de contato, o sal reduz a temperatura de fusão do gelo
(ele demora mais para derreter) e, por uma reação química, o álcool rouba calor.
Os físicos chamam o líquido de "mistura frigorífica".
GELO, ÁLCOOL SAL E ÁGUA!
A mistura frigorífica é barata e a cerveja fica em ponto de bala em 3 minutos.
Lembre-se de lavar a latinha ao tirá-la da mistura.
B O A F E S T A!!!!
Anotem para alguma emergência!
O carvão já está na churrasqueira e a galera chega com latas e mais latas de cerveja.
Vergonhosamente quente.
Como gelá-la?
Nós fomos buscar a ajuda do professor Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da USP, para responder essa questão crucial.
Gelo no isopor. Para cada saco de gelo, coloque dois litros de água, meio quilo de sal e meia garrafa de álcool.
A água aumenta a superfície de contato, o sal reduz a temperatura de fusão do gelo
(ele demora mais para derreter) e, por uma reação química, o álcool rouba calor.
Os físicos chamam o líquido de "mistura frigorífica".
GELO, ÁLCOOL SAL E ÁGUA!
A mistura frigorífica é barata e a cerveja fica em ponto de bala em 3 minutos.
Lembre-se de lavar a latinha ao tirá-la da mistura.
B O A F E S T A!!!!
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